A RESSACA DO TRABALHO
Ah, 27 de dezembro…
O dia em que a ressaca não é só da bebida, mas da ilusão do feriado.
Você acorda pensando:
“Como a vida adulta permite que eu beba tudo, coma mais do que devia e ainda tenha que trabalhar amanhã?”
O e-mail do chefe não perdoa.
O relatório que você jurou que faria “amanhã” está lá, rindo da sua cara.
O corpo pede descanso, mas o trabalho pede sangue.
🐊 A comédia do escritório pós-festas
No escritório, tudo parece um episódio de reality show com prêmio de sanidade mental:
Colegas cheios de energia… ou fingindo que têm.
O tio do RH com a mesma piada de sempre: “Ano novo, vida nova!”
Planilhas que se multiplicam sozinhas, como gremlins embriagados.
E você ali, em estado semi-humano, pensando:
“Será que posso fingir que meu computador está quebrado?”
🐊 Dilemas existenciais
É o dia perfeito para refletir sobre nossas escolhas:
Beber ou trabalhar?
Fingir que produtividade existe ou abraçar o sofá como se fosse um prêmio Nobel?
Chegar atrasado ou usar a desculpa clássica: “O trânsito estava caótico”… no meio do inverno, dentro de casa?
E mesmo assim, você sente uma pontada de culpa… só para perceber que culpa e ressaca andam de mãos dadas.
🐊 A lição do 27 de dezembro
No fundo, a ressaca de dezembro não é física.
É existencial, moral, espiritual e talvez econômica.
É o momento em que percebemos que a vida adulta é um ciclo cruel de festas, esperança e boletos.
Mas há esperança: você vai sobreviver.
Ou não. Mas pelo menos, vai rir de tudo isso, o que já é alguma coisa.
